Virtualização – Ganhe agilidade, segurança e o melhor: reduza custos!

A virtualização em ambientes corporativos possibilita um aumento significativo na agilidade, eficiência e, ao mesmo tempo, ajuda com que as operações de TI se tornem mais simples, automatizadas e com maior segurança.

Imagine um ambiente com fácil dimensionamento e gerenciamento, totalmente operacional e que os recursos computacionais possam ser distribuídos de acordo com a demanda!

Quer entender como a virtualização contribui com tudo isso?

Então continue lendo este artigo. Nele, você vai aprender:

  • O que é virtualização
  • De onde surgiu a virtualização
  • Alguns benefícios da virtualização
  • Tipos de virtualização
  • Principais soluções do mercado para virtualização
  • Qual a diferença entre virtualização e computação na nuvem?

O QUE É VIRTUALIZAÇÃO

In Dicionário infopédia da Língua Portuguesa com Acordo Ortográfico [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2017. [consult. 2017-01-24 13:05:17]. Disponível na Internet: https://www.infopedia.pt/dicionarios/lingua-portuguesa/virtualização

1. ato ou efeito de tornar virtual
2. em computação, técnica de separação do funcionamento entre uma aplicação (software) e um sistema operacional dos componentes físicos (máquina processadora/hardware)

A virtualização é uma tecnologia que permite a execução de vários sistemas operacionais e seus respectivos programas, de forma virtual e independente, usando um único computador físico.

Cada máquina virtual possui um ambiente completo: todos os recursos de seu sistema operacional podem ser utilizados, além de serem conectados em rede.

Enfim, a máquina virtual trabalha de forma transparente e completa.

DE ONDE SURGIU A VIRTUALIZAÇÃO

Década de 50

Iniciou-se nessa década, quando mainframes gigantes eram disponibilizados para escolas e corporações.

O mainframe era instalado na “sala de servidores”, já que naquele local caberia apenas um único equipamento.

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Vários usuários acessavam esse mainframe por meio de “terminais burros”, já que não tinham nenhum poder de processamento e eram usados apenas para conexão.

Devido ao alto custo de compra e manutenção, uma organização não seria capaz de manter um equipamento para cada usuário.

Criou-se, então, a prática de permitir vários usuários compartilhando o acesso à mesma camada de dados e poder da CPU de qualquer estação.

Ao permitir o acesso compartilhado ao mainframe, uma organização obteria um melhor retorno sobre seu investimento nesta sofisticada peça de tecnologia.

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Década de 70

A IBM lançou um sistema operacional chamado VM que permitia aos administradores, ter vários sistemas virtuais, ou “máquinas virtuais” em um único servidor físico.

Esse novo sistema operacional elevou as aplicações compartilhadas da década de 50 para um outro nível, permitindo que vários ambientes de computação distintos trabalhassem no mesmo ambiente físico.

Cada VM funcionava com sistemas operacionais personalizados e possuíam seus próprios recursos, como memória, CPU e discos rígidos, além de CD-ROMs, teclados e rede.

Década de 90

As empresas de telecomunicações, que só ofereciam conexões de dados ponto-a-ponto, começaram a oferecer conexões de rede privadas virtualizadas – com a mesma qualidade de serviço e com um custo reduzido.

Ao invés de construir infraestrutura física para permitir que mais usuários tivessem suas próprias conexões, as empresas de telecomunicações forneceram aos diversos usuários acesso compartilhado à mesma estrutura.

Essa mudança permitiu que essas empresas mudassem o tráfego conforme necessário, levando a um melhor equilíbrio da rede e maior controle sobre o uso da largura de banda.

Atualidade

Nos dias de hoje, permite a execução de vários serviços a partir de um único servidor.

Permite que um usuário doméstico teste um sistema operacional em seu computador antes de efetivamente instalá-lo e de qualquer lugar do mundo.

Do ponto de vista empresarial, seu uso atual se destina a várias aplicações, como serviços de computação nas nuvens, ERP, ferramentas de simulação, entre muitos outros.

ALGUNS BENEFÍCIOS DA VIRTUALIZAÇÃO

A virtualização possui benefícios reais e mensuráveis para a implantação em Datacenters, ou até mesmo em ambientes de pequenas e médias empresas.

Todos esses benefícios são palpáveis para o negócio, tanto em redução de custos quanto em agilidade da equipe de TI.

Quer saber os principais benefícios que a virtualização pode proporcionar? Veja a imagem abaixo.

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TIPOS DE VIRTUALIZAÇÃO

Virtualização de servidores

Na virtualização de servidores utiliza-se uma camada de software para criar uma arquitetura que permite transformar ou “virtualizar” os recursos de hardware de um computador físico.

Esta camada, ainda, contém um monitor de máquinas virtuais ou hypervisor, que aloca os recursos de hardware de modo dinâmico e transparente.

Esses recursos – CPU, memória RAM, disco rígido e controlador de rede – são adicionados em uma máquina virtual totalmente funcional, com capacidade de executar o seu próprio sistema operacional e aplicações, como se fosse um computador “real”.

Cada máquina virtual contém um sistema completo e isolado, evitando desta forma, possíveis conflitos com outros sistemas.

Os principais hypervisors para virtualização de servidores são: VMware, Microsoft Hyper-V, Citrix Xen Server, Oracle Virtual Box e RedHat KVM.

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Virtualização de aplicativos

Na virtualização de aplicativos são criados pacotes dos softwares, que estão instalados no servidor, e distribuídos aos clientes para serem executados localmente, sem necessidade de instalação.

Essa virtualização é usada, principalmente, para evitar problemas de compatibilidade na instalação de novos aplicativos por meio de uma rede ampla de usuários com sistemas operacionais diversos.

Garante, ainda, que aqueles softwares mais antigos sejam executados em novos sistemas operacionais.

A virtualização de aplicativo pode ser utilizada, também, como estratégia para a redução de custos criando escritórios temporários ou projetos temporários.

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Virtualização de desktop

A virtualização de desktop se assemelha com a virtualização de aplicativos, porém todo o desktop “virtual” é entregue ao usuário final, mas o processamento ainda continua sendo no servidor.

A vantagem é o ganho de performance dos desktops, que podem ser executados em servidores de alta performance e com maior conectividade.

Melhora a gerência, centralização, segurança, compatibilidade com dispositivos móveis, como tablets e smartphones, e o melhor: conectividade em qualquer lugar do mundo.

Essa virtualização oferece a oportunidade de responder com mais agilidade às mudanças e necessidades do mercado, reduzindo custos e aumentando o serviço fornecido à filiais, funcionários externos e terceirizados.

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PRINCIPAIS SOLUÇÕES DE VIRTUALIZAÇÃO DO MERCADO

KVM

O KVM é um software livre e estável para virtualização de máquinas que possuem a tecnologia Intel VT-X e AMD-v, ou seja, no qual o processador oferece suporte à virtualização.

Uma das vantagens do KVM é a facilidade de instalação, criação e administração das máquina virtuais.

O KVM trabalha em conjunto com o QEMU que é um um software de emulação, e não precisa de suporte de hardware à virtualização (VT-x,Vsm).

Os dois juntos fornecem suporte à virtualização diretamente no kernel do sistema operacional, gerando um ganho de performance significativo.

O papel de host será o servidor com KVM, e o papel de Guest será feito pelo QEMU, que será vista como um, ou mais processos na máquina host.

Possui o recurso de Live Migration, que é mover as máquinas virtuais de um host para outro ( no caso de clusters ) sem a necessidade de desligar.

VMware

A VMware é uma empresa de origem norte-americana especializada em virtualização.

Seus produtos são conhecidos no mercado pois atendem aplicações de todos os portes.

Um dos produtos é o VMware Player, um software gratuito de virtualização que permite ao usuário criar uma máquina virtual para rodar outros sistemas operacionais no Windows ou no Linux.

Possuem soluções pagas para empresas, no entanto, são muito mais amplas em recursos, e podem atender desde servidores mais simples até grandes data centers.

Microsoft

A Microsoft também participa ativamente no mercado de virtualização, especialmente porque os seus softwares se integram facilmente aos seus sistemas operacionais.

Um deles é o gratuito Virtual PC, que permite ao usuário rodar em um computador com Windows, versões antigas da plataforma ou mesmo outros sistemas operacionais, como distribuições Linux.

O carro-chefe fica por conta do Hyper-V, uma solução de virtualização que é integrada à linha de sistemas operacionais para servidores da empresa.

O Hyper-V consegue trabalhar com diversos cenários de virtualização, inclusive de alto desempenho, como data centers virtuais.

O Hyper-V também permite mover máquinas virtuais de um servidor para outro e a capacidade de criar réplicas – é possível ter um número ilimitado de “cópias” de virtual machines para utilizá-las em testes ou cobrir imediatamente um serviço que ficou indisponível.

Parallels

Parallels é um programa de virtualização para Mac que permite rodar outros sistemas operacionais como o Windows, Linux e Chrome OS com muita facilidade.

Em sua versão 12, o Parallels traz diversas novidades como o Parallels Toolbox, uma caixa contendo diversas ferramentas para captura de tela, download de vídeo do YouTube e Facebook, proteção de arquivos com senha entre outros.

O Parallels 12 é compatível com telas retina e múltiplas resoluções de tela.

A integração com o pacote Office também é possível abrir documento do Office no Safari e rodá-los no Windows.

O Parallels também oferece recursos como o Keep Mac Awake para que o Mac não entre no modo de hibernação, Hide Desktop Files para que os arquivos que estejam na mesa de trabalho sejam escondidos, Do Not Disturb para não receber notificações e Start in Full Screen para abrir em tela cheia.

A versão 12 apresenta um desempenho melhorado economizando cerca de 10% da bateria de notebooks e traz uma série de novidades para quem precisa rodar outros sistemas operacionais no Mac

Xen

Trata-se de uma solução que teve seu desenvolvimento promovido pela Universidade de Cambridge, no Reino Unido e é compatível com várias plataformas e arquiteturas.

Disponibilizado como software livre, o Xen é gratuito e o seu código-fonte pode ser acessado por qualquer pessoa, sendo assim, bastante utilizado no meio acadêmico e por amantes de sistemas Linux, por exemplo.

XenSource, companhia que mantinha o projeto, foi comprada pela Citrix em 2007, outra grande empresa do segmento de virtualização. Assim, também é possível encontrar soluções pagas desta que levam o nome Xen.

QUAL A DIFERENÇA ENTRE VIRTUALIZAÇÃO E COMPUTAÇÃO NA NUVEM?

A computação na nuvem, ou Cloud Computing, pode ser entendida como um serviço de entrega de recursos, software ou dados de computadores compartilhados por meio da Internet.

O Cloud Computing difere da virtualização ao ser definido como o resultado da manipulação do hardware por parte de um software específico.

A virtualização é, portanto, um elemento fundamental à computação na nuvem. A confusão está no fato de os dois conceitos se correlacionarem para oferecer serviços diferentes.

Além disso, a virtualização é um produto, tendo em vista que é possível adquirir soluções por meio de softwares, enquanto o Cloud Computing é um conceito de arquitetura de TI.

No entanto, os serviços na nuvem são totalmente dependentes da virtualização para oferecer soluções de de softwares e hardwares, assim como para ambientes mobile.

CONCLUSÃO

A virtualização é uma alternativa atraente para empresas de todos os tamanhos que buscam aumentar a agilidade de seus negócios, pois simplificam as operações de TI, melhoram a continuidade dos negócios e minimizam os riscos.

De acordo com o estudo realizado pela InformationWeek Global CIO Survey, 92% dos executivos de TI planejam aumentar suas iniciativas de virtualização.

Um ponto importante: Virtualização deve ter, também, um sistema de redundância caso contrário torna-se um ponto de falha crítico.

Em breve disponibilizaremos um artigo que tratará de Virtualização com cluster em DRBD.

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Referências utilizadas na elaboração deste texto:
• www.arion.csd.uwo.ca/courses/CS843a/papers/intro-vm.pdf
• dainf.ct.utfpr.edu.br/~maziero/lib/exe/fetch.php/so:so-cap09.pdf
• www.vmtech.net/docs/home/VMT_Virtualization_Basics_White_Paper-0208.pdf
• https://www.profissionaisti.com.br/2013/05/cloud-computing-computacao-em-nuvem
• http://www.infowester.com
• http://www.ibm.com
• http://www.techtudo.com.br/tudo-sobre/parallels-desktop.html
• http://blog.blue.inf.br/2014/09/como-funciona-virtualization-de-servidores.html
• http://blog.bluesolutions.com.br/2014/07/o-que-e-virtualization.html
• http://www.virtueit.com.br
• https://www.ibm.com/blogs/bluemix/2017/01/cloud-computing-history

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Rodrigo Reis

Rodrigo Reis

Gerente de infraestrutura e banco de dados de uma grande empresa em Belo Horizonte. Trabalha na área há 15 anos e é o idealizador do site InfoTecNews. Tem amplos conhecimentos em sistemas operacionais, Linux e Windows, além de banco de dados Oracle.

E-mail: rodrigo@rodrigoreis.eti.br
Site: www.rodrigoreis.eti.br
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